Só por hoje

04/01/2026

Só por hoje quero continuar buscando o sentido da vida. Quero dar volume aos dois ouvidos: Escutar tudo que eu consigo escutar e escutar os meus próprios sentimentos. Estar atento a esse duplo movimento de escuta: externa e interna. Quero decidir e persistir no que traz sabor, cor e amor ao viver, sobretudo quero estar atento às pequenas coisas que podem ser vividas grandemente: “Grandes realizações não são feitas por impulso, mas por uma soma de pequenas realizações” (Vincent Van Gogh).

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03/01/2026

Só por hoje quero compreender a importância de saber priorizar. Aprender a ter escala de valores diante das muitas possibilidades que me são apresentadas no meu dia a dia. Além de priorizar, quero fazer bem-feito tudo o que me cabe na vida. Que eu saiba decidir e qualificar: “A primeira condição para se realizar alguma coisa é não querer fazer tudo ao mesmo tempo” (Alceu Amoroso Lima).

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02/01/2026

Só por hoje quero avançar na forma original de ser, na beleza de viver e na sutileza do aconselhar. Desejo escutar e deixar ressoar dentro de mim tudo o que falo para os outros. Quero trazer para o meu dia a dia os conselhos que dou aos outros e aplica-los a mim mesmo. Sei que tem muita coisa boa que eu escuto e tem muita coisa boa que eu falo. Sei que a aplicação disso tudo em meu cotidiano poderá proporcionar grandes ganhos em termos de vida, de profissionalismo e de convivência com as pessoas. Quero buscar essa coerência entre o que falo e vivo: “Aplica a ti mesmo os conselhos que dás a outros” (Tales de Mileto).

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Poemas

Dê esmola, não esmola

Dê pão a quem tem fome, mas não dê drogas a quem tem vícios. O dinheiro nas mãos de um pobre genuinamente faminto mata a fome e veste o nu. Porém, o dinheiro nas mãos de um dependente químico que se diz faminto pode se transformar em drogas. Se você realmente deseja praticar a caridade, evite dar esmolas a dependentes químicos. A "fome" deles é saciada com pedra, pó, maconha, álcool e outros vícios.

MINHA VERADEIRA FACE

Tenho diversos preconceitos.
Critico tudo e a todos,
Principalmente autoridades.
Prefiro não me comprometer com nada,
Mas cobro solução para tudo.
À minha margem, não aceito ninguém.
A escória humana, pedinte, me incomoda,
Mas faço dela invisível;
Mesmo assim, eu a alimento
A cada moeda dada,
Por medo, pena ou por realmente acreditar
Estar fazendo uma boa ação.
Por outro lado, prefiro que esteja longe do meu caminho.
Na verdade, ela me pesa na consciência,
Porque me diz, sem falar, que,
Se realmente eu fosse
Aquilo que a cruz pingente em meu peito
Sugere que eu seja — cristão —,
Não haveria “trabalhadores” de faróis.
Porque quem ama o próximo cuida e protege;
Mas eu prefiro pensar em mim e nos meus apenas.
Nos meus que são perfeitos; porque os imperfeitos,
Abandono: são lixos que prefiro vê-los fora do meu caminho.
O prato que eu mais gosto de provar é a hipocrisia.
Se eu tiver oportunidade, burlo regras sociais — sobretudo —
Se obtiver alguma vantagem; e abomino políticos corruptos.
Meu nome? SOCIEDADE.